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Flávia Del Valle, CEO e palestrante TEDx especialista em liderança
Flávia Del Valle — fundadora de 4 empresas de serviço lendo a lista Y Combinator 2026

O que a Y Combinator quer financiar em 2026

O que a Y Combinator quer financiar em 2026

Enquanto todo mundo olha para software, quem redesenha serviço está construindo o próximo ciclo.

Joseph Schumpeter chamou de destruição criativa: o ciclo em que o novo destrói o velho para criar valor. Ele escreveu isso em 1942. Oitenta e quatro anos depois, a Y Combinator publicou a lista do que quer financiar no próximo ciclo. São 16 categorias. Duas delas me fizeram parar.

Não porque são novidade. Porque são exatamente o que estou construindo.

E provavelmente o que você deveria estar olhando.

Se a sua empresa vende serviço — não software — e você sente que o mercado de tecnologia ignora o que você faz.

Se você olha para as rodadas de investimento e pensa: nenhuma dessas empresas se parece com a minha.

Se já ouviu que ‘serviço não escala’ — e mesmo assim sabe que o seu negócio resolve algo que software nenhum resolve.

Se está cansada de ouvir falar em SaaS, ARR e MRR enquanto o que paga suas contas é gente servindo gente.

Esse texto é para você.

Releia: o gasto com serviços é muitas vezes maior do que o gasto com software.

O mercado de software global vale US$465 bilhões. O mercado de serviços vale US$6 trilhões. Treze vezes maior.

US$ 6 trilhõesé o tamanho do mercado global de serviços. O de software? US$465 bilhões. Treze vezes menor.

A Y Combinator está dizendo, em alto e bom som: a próxima onda não é mais uma ferramenta. É uma empresa que faz o trabalho.

Contabilidade. Saúde. Compliance. Seguros. Educação. Marketing. Essas são as áreas que a YC citou. Não por acaso. São mercados onde o serviço ainda depende de gente — e onde a inteligência artificial pode redesenhar a entrega sem eliminar o valor humano.

Eu tenho quatro empresas. Três são de serviço. EME Doctors: saúde. Horus: marketing e branding. ELLA Intelligence: inteligência aplicada. Nenhuma vende software. Todas vendem resultado. Quando li essa lista, não senti surpresa. Senti confirmação.

A segunda categoria que me parou

A outra se chama AI Operating System for Companies — o sistema operacional de IA para empresas. O texto descreve empresas que tornaram toda a operação legível para inteligência artificial. Reuniões gravadas, tickets rastreados, interações com clientes capturadas. Tudo alimentando uma camada de inteligência que aprende com a própria empresa.

Isso não é ficção científica. É método.

Uma empresa que documenta suas decisões, estrutura seus processos e torna a operação clara o suficiente para que qualquer pessoa — ou qualquer sistema — consiga dar continuidade. Isso é o que eu chamo de arquitetura de decisão. A Y Combinator está chamando de company brain.

O nome é diferente. O princípio é o mesmo: a empresa que não depende de uma pessoa só para funcionar é a empresa que sobrevive.

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